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3 de abril de 2017

No dia 02 de abril comemorou-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) se caracteriza pelo início precoce, tipicamente antes dos 3 anos de idade, de desordens no desenvolvimento psicomotor que afetam a capacidade de comunicação e de desenvolvimento nas áreas de aprendizado, interação social e adaptação.
O TEA é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com autismo partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes. Assim, essas diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias para todos; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento.
E qual o papel da nutrição no AUTISMO?
Nos indivíduos autistas observamos a ocorrência de desordens gastrintestinais, como diminuição da produção de enzimas digestivas, inflamação e alteração da permeabilidade da parede intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico e pode agravar os sintomas da doença.
Muitos estudos têm demostrado que a alimentação com restrição ao glúten (trigo, aveia, cevada e centeio) e a redução do consumo de alimentos ricos em agrotóxicos, corantes e vários metais pesados pode ter efeito importante na melhora de alguns sintomas, trazendo bem estar ao paciente, mas é importante lembrar que existe uma individualidade bioquímica.
Veja abaixo algumas orientações nutricionais para o tratamento:
- A redução à exposição aos agrotóxicos e metais pesados é fundamental no tratamento do autismo. Em alguns casos são indicados o tratamento de destoxificação.
- Evitar o consumo de alimentos industrializados, assim reduz o consumo de aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Os salgadinhos, sucos em pó artificial e gelatina são muito ricos em corantes. Hoje sabe-se que os corantes estimulam a hiperatividade, por essa razão devem ser excluídos da alimentação dos autistas.
- Evitar o consumo de cafeína (café, chocolate, chimarrão e chás ricos em cafeína).
- Procure consumir grutas, verduras, legumes e grãos integrais no dia a dia, pois além de auxiliar na destoxificação, melhora o funcionamento do intestino, sensibilidade alimentar e a imunidade.
Fontes:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
GAO, L. et al. Association between Prenatal Environmental Factors and Child Autism: A Case Control Study in Tianjin, China. Biomed Environ Sci., San Diego, v. 28, n. 9, p. 642-650, 2015.
KUMMER, A. et al. Frequência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes com autismo e transtorno do déficit de atenção/hiperatividade. Rev Paul Pediatr., São Paulo, v. 34, n. 1, p. 71-77, 2016.
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