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28 de dezembro de 2011

Adeus às Toxinas



Saíu em novembro uma matéria em que fiz para a Revista Viva Saúde sobre Dieta Detoxificante.
Aproveite as dicas para fazer uma limpeza no seu organismo depois das festas de fim de ano!
Esta dieta trará muita vitalidade e energia!


O estilo de vida moderno, alimentos com agrotóxicos e outras impurezas são os principais responsáveis pela intoxicação de nosso organismo. Descubra o que uma dieta detoxificante é capaz de fazer para o bom funcionamento da mente e do corpo.

Festas são um bom pretexto para abusos, e a maioria das pessoas come e bebe mais do que o usual. Mas nem tudo está perdido. É possível recuperar o bom funcionamento do organismo e das energias perdidas por meio de uma dieta detoxificante - ou desintoxicante, como também é conhecida. Não, essa não é mais uma dieta milagrosa que fará desaparecer seus quilos extras em uma semana! E nem é um regime à base de sopas e líquidos que vai fazer você passar fome e ir ao banheiro de cinco em cinco minutos. Trata-se de uma estratégia que combina algumas regras e hábitos alimentares que ajudam a limpar o corpo de todos os males que as toxinas dos alimentos, e mesmo do ambiente externo - como a poluição -, fazem para nosso corpo. Além de ajudar a recuperar o bem-estar depois dos dias de farra, a adoção dessa dieta pode levar a uma alimentação diária mais saudável.

Ficar em jejum não desintoxica o organismo e ainda causa uma baixa no metabolismo

A intenção da dieta detox é otimizar o funcionamento do organismo e eliminar toxinas adquiridas através de uma alimentação desequilibrada (cheia de agrotóxicos e industrializados), poluição ambiental, cigarros, entre outros. "Ela deve suprir as necessidades básicas do indivíduo e estar adequada em relação aos nutrientes. Lembrar que ficar em jejum não desintoxica o organismo e ainda prejudica qualquer processo de emagrecimento", alerta a nutricionista clínica Santhi Kucera Karavias, membro da Associação Paulista de Nutrição (SP).

Cada pessoa, um caso

"Qualquer indivíduo que apresente os sintomas de excesso de toxinas, como fadiga, dores musculares, dor de cabeça, azia, infecções urinárias repetidas, constipação, gripes frequentes, tonturas, depressão etc., pode iniciar a dieta de detoxificação", afirma Santhi. A cautela, é consultar um nutricionista, para que não hajam perdas de nutrientes essenciais, pois não existe, na verdade, uma lista geral com o passo a passo da dieta. Cada pessoa terá regras e restrições muito específicas, e, por isso, é medida fundamental procurar um especialista em nutrição.
Normalmente são restringidos alguns alimentos com potencial alergênico elevado, como leite e laticínios, soja e glúten e também aqueles que contêm grandes quantidades de aditivos químicos, como industrializados e embutidos (frios, salsicha, linguiça, defumados e conservas). Dá-se preferência às frutas, legumes e verduras de origem orgânica - as de cultivo comum apresentam elevada quantidade de agrotóxicos. Também existe restrição de carne vermelha na maioria dos casos.
"Essa dieta funciona de maneira rotativa de todos esses alimentos, variando de acordo com cada paciente. A reintrodução dos alimentos excluídos, principalmente os alergênicos, deve ser feita com cautela e sob supervisão, pois o organismo fica extremamente sensível", orienta Andreia Naves, nutricionista, diretora da VP Consultoria Nutricional (SP).

Os males das toxinas

Dietas desequilibradas, pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados, bem como as gorduras, o açúcar, os agrotóxicos, os aditivos alimentares e metais pesados contribuem e muito para o aumento das toxinas no organismo.
Segundo a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em Nutrição Clínica e Metabólica, o excesso das toxinas pode causar alterações na aparência da língua e mau hálito, cabelo e pele sem viço, dores de cabeça, cansaço, envelhecimento precoce, excesso de peso, metabolismo lento, irritabilidade e mudança de humor, problemas digestivos (constipação, síndrome do intestino irritável, gases, inchaço na barriga e má digestão) e vista cansada. "Quando há este excesso de toxinas no organismo, boa parte de nossa energia passa a ser usada na tentativa de eliminação dessas substâncias", explica.

Como funciona

Antes de receitar uma dieta detox, o nutricionista faz análises através de exames bioquímicos, sinais, sintomas e histórico do paciente, para identificar as reais necessidades da dieta. Após essa análise, o profissional fará todas as orientações do programa e determinará quais devem ser as restrições e, também o tempo de duração da dieta.
"O que as pessoas devem ter consciência é que, quando realizada sem orientação capacitada, o resultado são diversos prejuízos ao organismo", alerta Andreia. Pessoas que estão sob tratamento farmacológico, como quimioterapia, radioterapia e em uso de imunossupressores, não podem fazer esse tipo de dieta. Nesses casos, ela pode levar à diminuição do efeito da medicação, causando problemas na eficiência do tratamento.

Dietas pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados contribuem para o aumento das toxinas no organismo

Segundo a nutricionista Clarisse Zanette, a detoxificação geralmente é feita por 30 dias consecutivos, evitando o consumo de álcool, cigarro, cafeína, alimentos gordurosos, trigo, glúten, açúcar e laticínios. "Os alimentos que possuem maior potencial de detoxificação são aqueles ricos em vitaminas, minerais e fibras, preferencialmente orgânicos, ou seja, aqueles sem agrotóxicos", explica a especialista.
Também podem ser incluídos no grupo dos alimentos com capacidade de detoxificação o azeite extravirgem, chá-verde, raízes, arroz integral, castanha-do-Brasil e leguminosas. Em alguns casos, para que a dieta obtenha os efeitos desejados, é necessário utilizar suplementos de vitaminas e minerais, mas sempre com orientação de um nutricionista ou médico.

Exagerou? Faça a dieta detox do dia seguinte

Exagerou nos últimos dias? Adote a sugestão de cardápios detoxificantes por dois dias. Os alimentos aqui escolhidos eliminam as toxinas como o álcool e também as gorduras. Além de serem fáceis de fazer, são saborosos e nutritivos:

 1° dia

Café da Manhã:
Suco para desintoxicar:

Elimina os líquidos acumulados, protege o fígado contra os efeitos nocivos do álcool, e ainda ajuda a neutralizar os radicais livres, além de evitar o envelhecimento precoce. Bata no liquidificador:
1 folha de repolho
1 talo de aipo com as folhas
1 copo de suco de melancia
Use estévia para adoçar
Lanche da Manhã:
1 fruta


Almoço:
Arroz integral
Feijão-branco
Omelete de legumes (cenoura, vagem, abobrinha e chuchu)
Salada de folhas mista com sementes de linhaça
Sobremesa: 1 fruta

Lanche da tarde:
Suco de uva tinto integral
Mix de oleaginosas (nozes, castanha de caju e avelãs)

Jantar:
Arroz integral
Feijão
Filé de Saint Peter grelhado com alcachofras
●  Salada de couve crua
Sobremesa: 1 fruta

Ceia:
Suco de frutas vermelhas


  2° dia

Café da manhã:
Suco detox para eliminar os líquidos acumulados.

Bata no liquidificador:
Chá de cavalinha + 1 quiuí + 1 rodela de abacaxi + folhinhas de hortelã a gosto, adoçado com estévia

Lanche da manhã:
1 fruta

Almoço:
Arroz integral
Feijão-branco
Filé de frango grelhado, com alho-poró
Salada de rúcula
Sobremesa: 1 fruta

Lanche da tarde:
Damasco seco
Barrinha de gergelim
Água-de-coco

Jantar:
Arroz integral
Feijão
Shitake e Shimeji (atenção: eles devem ser grelhados)
Salada de alface americana com pedaços de manga e lascas de amêndoas

Ceia:
Chá de abacaxi com gengibre


Fuja das toxinas

Não existe classificação para os alimentos mais tóxicos, pois os efeitos variam para cada pessoa. Confira as dicas para incorporar hábitos mais saudáveis e evitar o acúmulo de toxinas:

Não congele ou descongele alimentos em potes de plástico, utilize vidros e use papel celofane para enrolar os alimentos.
Utilize utensílios de cozinha que não estejam oxidados.
Evite usar desodorantes e protetores solares feitos com alumínio.
Peça ao dentista para não usar mercúrio nas obturações.
Beba apenas água filtrada. Isto também vale para cozinhar.
Consuma clorofila (vegetais verdes, por exemplo) e selênio (presente na castanha-do-Brasil e aves) que neutralizam os metais pesados.
Invista em um bom filtro de água, de preferência conectado à torneira.
Consuma alimentos orgânicos.
Evite alimentos com corantes ou essências artificiais.
Cozinhe no final de semana e congele para comer nos outros dias.
Diga não ao açúcar refinado e doces, e diminua o café e chá-preto.
Evite usar o micro-ondas e consumir frituras.
E se os orgânicos não estiverem disponíveis?

Descasque frutas e raspe os tubérculos e raízes.
Lave as verduras abundantemente.
Compre frutas de época.
Evite alimentos contaminados por agrotóxicos.

O que evitar

O primeiro passo da maioria das pessoas que querem emagrecer é passar a consumir alimentos lights ou diets, o que pode ser um erro crucial e até dificultar o emagrecimento. "Esses alimentos são cheios de componentes químicos e possuem baixo valor nutricional. Dessa forma, o organismo se intoxica cada vez mais e absorve cada vez menos nutrientes para se desintoxicar, o que cria uma maior resistência à perda de peso", explica Santhi.
A carne vermelha e o frango podem conter antibióticos. O ideal é que esses alimentos sejam consumidos de maneira intercalada e moderada. Para combater as toxinas, é preferível fazer um cozido a um churrasco. Conservas, embutidos e enlatados, em geral, possuem maior quantidade de toxinas e sódio, devido a sua apresentação e forma de conservação. Por isso, melhor evitar.
Os vegetais e legumes contaminam o organismo se há presença de agrotóxicos. Por isso, a melhor opção são os alimentos orgânicos - mas, se não for possível, prefira consumi-los a cortálos do cardápio. Escolher alimentos "de época" é uma alternativa para diminuir a quantidade de agrotóxico consumida.
Como é de se imaginar, o melhor é evitar alimentos industrializados, bebidas alcoólicas, refrigerantes, agrotóxicos, preparações extremamente gordurosas, como frituras em imersão e incluir no cardápio alimentos como frutas, verduras e legumes (de preferência orgânicos), principalmente verduras folhosas verdes-escura, como couve, brócolis, rúcula e agrião, que contêm vitaminas, minerais e fitoquímicos que auxiliam o fígado na eliminação das toxinas que ficam acumuladas no organismo.
"A hidratação adequada também é importante para promover a eliminação mais eficiente dos produtos biotransformados, ou seja, os compostos tóxicos solúveis em água," finaliza Santhi.


 

27 de dezembro de 2011

ÓLEO DE COCO- O MAIS NOVO AMIGO DA DIETA

Você já ouviu falar em óleo de coco? Febre nos Estados Unidos e agora muito procurado no Brasil, o óleo de coco tem a função de diminuir o peso e a gordura. Além disso, contribui para a redução do colesterol e é antioxidante – previne o envelhecimento.
Com o poder de dobrar o número de quilos perdidos durante uma dieta, o óleo de coco pode ser consumido de várias maneiras: para tempero em saladas, misturados na comida, sucos e vitaminas, em cápsulas ou puro.
Por ser um produto que oferece uma redução principalmente na região abdominal, o líquido extraído do fruto do coqueiro não trabalha sozinho. É necessário que o indivíduo continue praticando atividades físicas regularmente, mude alguns hábitos e mantenha sua dieta com saúde. Caso deseje experimentar, saiba mais com as dicas da Nutricionista e Mestre em Ciências Médicas da UFRGS, Clarisse Zanette.
Dicas da Especialista:

Valia: Quais são todas as vantagens do Óleo de Coco?
Clarisse Zanette: A principal vantagem do óleo de coco é que ele possui um tipo de gordura chamado triglicerídeos de cadeia média (TCM), que contribui para o emagrecimento e para a redução da gordura abdominal porque não precisa de enzimas para ser absorvido como os outros tipos. No fígado, se transforma em energia rapidamente e não se deposita no organismo. Por isso, podemos chamá-lo de termogênico ou queimador de gorduras. O óleo de coco promove saciedade e consequentemente acaba emagrecendo. Outra vantagem é que ele possui um ácido chamado láurico, que combate às inflamações e reduz o colesterol total. O óleo de coco tem ainda ômega 6 e ômega 9, que ajudam na redução do colesterol, e vitamina E. Essa última é um antioxidante poderoso, que ajuda a prevenir o envelhecimento ao combater radicais livres. Ele tem também ação anti-inflamatória.

Valia: Qualquer pessoa pode começar a usar?

Clarisse Zanette: Sim, desde que não seja alérgico ao coco. Não há contraindicações. O uso exagerado pode causar enjôo.

Valia: Qual frequência que devemos utilizá-lo?
Clarisse Zanette: Podemos utilizar todos os dias, como temperos de saladas, preparações quentes ou se preferir em cápsula.




Fazer um lanchinho 15 minutos antes do almoço ajuda a emagrecer

Fibras e proteínas geram sensação de saciedade fazendo com que se coma menos durante a refeição

Comer uma maçã antes do almoço pode reduzir em até 15% a ingestão de calorias durante a refeição, segundo estimativa da Revista Appetite. De acordo com a nutricionista Clarisse Zanette, o segredo não é a fruta em si, mas as fibras presentes nela, que geram sensação de saciedade e reduzem o apetite.

— Qualquer alimento ingerido 15 minutos antes da refeição vai fazer com que se coma menos e, consequentemente, a pessoa pode perder peso — esclarece.

A nutricionista recomenda a ingestão de proteína — queijo ou ovo cozido — mas alimentos ricos em fibras, como frutas e saladas, produzem o mesmo efeito.

— É por isso que se recomenda comer devagar e começar por um prato de salada, para que o organismo assimile que já chegou alimento e, com isso, diminua a quantidade de calorias ingerida em cada refeição — explica Clarisse.

O estudo publicado pela Appetite mostrou que as pessoas que comeram uma maçã antes do almoço ingeriram 185 calorias a menos durante a refeição.
"Comer uma maçã antes do almoço pode reduzir em até 15% a ingestão de calorias durante a refeição."


BEM-ESTAR  - Matéria CLIC RBS

30 de setembro de 2011

Dieta Detoxificante

Matéria feita pela Nutricionista Clarisse Zanette para a Revista Afrodite (setembro/2011)

14 de maio de 2011

GORDURA DE PRIMEIRA - Revista Womens Health


A Revista Womens Health do mês de maio/11 contou com a minha participação. A matéria fala sobre os benefícios do óleo de coco. Estudos mostram que o óleo de coco ajuda a diminuir o peso e gordura, além disso contribui para a redução do colesterol e é ANTIOXIDANTE (previne o envelhecimento)!

Gordura que emagrece: A principal vantagem do óleo de coco é que ele possui um tipo de gordura chamado triglicerídeos de cadeia média (TCM). Complicou? Nada, é mais fácil do que parece. Esse óleo contribui para o emagrecimento e para a redução da gordura abdominal porque não precisa de enzimas para ser absorvido, como os outros tipos. No fígado, se transforma em energia rapidamente, e não se deposita no organismo. Por isso, é considerado um alimento termogênico: gera calor e queima calorias. Esses resultados foram comprovados por um estudo na Universidade McGill, no Canadá. Outra pesquisa, publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition, dos EUA, mostrou que o consumo de TCM resulta em maior redução de peso e de gordura do que o de azeite de oliva. “A gordura do óleo de coco promove ainda sensação de saciedade, fazendo com que o indivíduo consuma menos alimentos”, completa o cardiologista e nutrólogo Sérgio Puppin, autor do livro O Milagre de uma Gordura (Ed. Cequal, 224 págs., R$ 40). Mas isso não é desculpa para não mudar hábitos, praticar atividade física regular e alterar dieta. “O óleo de coco não fará milagre sozinho!”, avisa a nutricionista Priscila Di Ciero, de São Paulo.


Mais vantagens: Outra boa notícia é a presença de ácido láurico, um ácido graxo saturado que auxilia no combate às inflamações e na redução do colesterol ruim (LDL). E mais: “Tanto ele quanto o ácido caprílico aumentam as defesas do organismo, evitando, prevenindo e melhorando doenças como gripes e resfriados”, afirma Puppin. O óleo de coco tem ainda ômega 6 e ômega 9, que ajudam na redução do colesterol, e vitamina E. “Essa última é um antioxidante poderoso, que ajuda a prevenir o envelhecimento ao combater radicais livres. Tem também ação anti-inflamatória” explica a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em ciências médicas pela UFRGS.


No prato: Você pode consumir o óleo de coco de 2 maneiras, para tempero em saladas, suflês, misturados em comidas ou em cápsulas. Tanto o óleo in natura ou em cápsula é 100% natural e não tem contra-indicações.

Quanto comer: Consuma até 3 c. sopa ao dia ou 2 cápsulas (aqui vai depender da quantidade da cápsula).

21 de fevereiro de 2011

NEM SÓ DE CÁLCIO VIVEM OS OSSOS

Olá Pessoal

Saiu uma matéria bem interessante sobre Oleuropeína: azeite de oliva que auxilia no combate a Osteoporose
Eu e outros colegas da área da saúde colaboramos para realização desta matéria.
Ela está disponivel na Revista Saúde - Abril ou segue a matéria abaixo.





Guarde bem este nome: oleuropeína. A substância, encontrada no azeite de oliva extravirgem, é a nova arma da nutrição para evitar e combater a osteoporose, doença que acelera a perda de massa óssea.
O cálcio que se cuide, porque seu posto solitário de melhor companheiro do esqueleto anda ameaçado. Calma, o mineral não vai perder seu lugar de destaque como protetor dos ossos — muito longe disso. A questão é que a ciência descobre fortes concorrentes para dividir com ele essa prestigiada posição. É o caso da oleuropeína, presente no azeite de oliva. Um estudo da Universidade de Córdoba, na Espanha, revela que esse tipo de polifenol aumenta a quantidade de osteoblastos, células que fabricam osso novinho em folha. Consumi-la, portanto, traria imensas vantagens para manter o arcabouço do corpo em pé ao longo da vida.
“O tecido ósseo é dinâmico, destruído e construído constantemente”, explica o geriatra Rodrigo Buksman, do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, em Brasília. Os osteoblastos ajudam justamente a realizar a reconstrução. É como se fossem a massa corrida colocada na parede para tapar os furos que aparecem com o tempo. Sem essas células, os buracos ficam maiores, os ossos se enfraquecem e cresce o risco de fraturas. O envelhecimento e a menopausa provocam uma queda na concentração de osteoblastos no organismo. Daí a importância da reposição desses construtores, que recebem um belo reforço com a inclusão do azeite de oliva extravirgem no dia a dia, a melhor fonte de oleuropeína. “Aos 30 anos nosso corpo atinge a quantidade máxima de massa óssea e, a partir daí, começa a perdê-la”, nota o ortopedista Gerson Bauer, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Por isso é que se diz que a prevenção da osteoporose se inicia muito antes da maturidade. “Essa doença se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea, o que torna os ossos mais frágeis e propensos às fraturas”, arremata a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em ciências médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o azeite, no mínimo, esse processo destrutivo demora mais tempo para ocorrer. E, se alguém quiser substituir sua fonte de oleuropeína de vez em quando, saiba que existe mais uma opção. “A substância também é fornecida pela azeitona, de onde o óleo é extraído”, diz Clarisse.
Não são apenas os ossos que se deliciam quando saboreamos um prato regado a azeite. O coração também se beneficia, porque suas veias e artérias ficam livres de entraves. “A gordura monoinsaturada, principal constituinte do óleo, interfere nos receptores do fígado que captam o colesterol circulante”, explica o cardiologista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo. “Assim, há uma redução nas taxas da sua versão ruim, bem como de sua quantidade total.” Já os compostos fenólicos do azeite diminuem a oxidação do colesterol, processo crucial para a formação das placas que obstruem as artérias e causam as doenças cardiovasculares. “Esse poder se deve à sua intensa atividade antioxidante”, justifica a cardiologista Paula Spirito, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. “Esses compostos impedem que os radicais livres — moléculas que provocam danos às células — oxidem o colesterol e contribuam com o aparecimento de placas nos vasos.” A circunferência abdominal é outra que agradece o consumo do azeite. É que o alimento ajuda a evitar a inflamação de uma área do cérebro chamada hipotálamo, fenômeno provocado por dietas ricas em gorduras saturadas, presentes nas carnes e nos produtos de origem animal. Como o hipotálamo é o pedaço responsável pelo controle da fome e do gasto energético, não é um exagero dizer que o óleo de oliva auxilia a manter a harmonia na massa cinzenta e, assim, a afastar os quilos a mais. Além disso, ele acelera a produção de um hormônio chamado GLP 1, que age na cachola aumentando a saciedade e reduzindo o apetite.
A oleuropeína — voltamos a falar dela — tem participação no pelotão antiinflamatório. “Esse polifenol tem propriedades antioxidantes significativas, inibe a agregação de plaquetas e reduz a formação de moléculas inflamatórias em todo o corpo”, afirma a nutricionista Mércia Mattos, da Faculdade de Medicina de Marília, no interior paulista. Tantas propriedades se refletiriam em um menor risco de uma porção de males, entre eles infartos e derrames. Por falar em proteção, vale destacar, ainda, que esse antioxidante também resguarda as mitocôndrias, estruturas dentro das células responsáveis pela obtenção de energia — dessa forma, fica mais difícil uma célula se aposentar antes da hora.
Quando regamos o prato com azeite extravirgem, porém, não ganhamos apenas boas doses de oleuropeína. O tempero é uma ótima fonte de vitamina E. “Esse nutriente retarda o envelhecimento das células, diminuindo o risco de tumores e doenças do coração”, aponta a nutricionista Soraia Abuchaim, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul. O melhor é que, para desfrutar de tudo isso, bastam 2 colheres por dia. Mas tem que ser do tipo extravirgem, que concentra maiores teores da substância. De preferência, use-o em saladas e ao finalizar pratos quentes — o azeite não gosta de calor e, se for lançado ao fogo, perde grande parte de suas qualidades. E só o sabor, nesse caso, não basta, certo?
Leite e companhia estão no topo da lista de alimentos que mantêm o esqueleto em pé — e forte —, devido à grande quantidade de cálcio que fornecem. Esse mineral estimula o desenvolvimento da massa óssea em adolescentes, retarda a perda na pós-menopausa e melhora a densidade do osso na maturidade. Segundo a recomendação de ingestão diária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os adultos devem consumir 1 grama diariamente — algo encontrado em quatro copos de leite integral. Já o azeite de oliva não pode ficar de fora porque, sem a oleuropeína presenteada por ele, falta um incentivo às células que renovam o tecido ósseo. O ideal é que ambos façam parte de uma dieta equilibrada.
Não há grande variação no teor de gorduras monoinsaturadas entre os diferentes tipos de azeite de oliva. O extravirgem, porém, é mais vantajoso à saúde porque ganha na concentração de polifenóis Quanto mais preservadas forem as características da azeitona, mais virgem será o azeite e menor será seu grau de acidez, que fica em torno de 0,3% nos melhores produtos. Aliás, evite desperdiçar o óleo — são necessárias até 2 mil azeitonas para fabricar apenas 250 mililitros de azeite. Além da acidez, a data de fabricação e a cor da embalagem devem ser observadas na hora da compra. Isso porque o tempo de prateleira, principalmente em um vidro transparente, leva à oxidação do produto, que irá perder parte de suas propriedades.

EXTRAVIRGEM: extraído por métodos físicos, nunca químicos. Possui acidez menor que 0,8% e apresenta mais antioxidantes.
VIRGEM: também é extraído por métodos físicos, mas sua acidez varia entre 0,8 e 2%.

OBRIGADO
CLARISSE











18 de fevereiro de 2011

Obsessão por Dietas - ORTOREXIA

Ontem à tarde dei uma entrevista ao vivo para uma Rádio de Cricíuma sobre obsessão por dieta.
Eles abordaram as seguintes questões:

O obsessão por dietas é caracterizada por indivíduos que apresentam medo excessivo de ganhar peso ou aqueles que buscam manter uma dieta extremamente restritiva. Estes indivíduos que são obcecados por uma alimentação saudável, são chamados de ortoréxicos – ORTOREXIA.

O que é ortorexia?
A Ortorexia é um distúrbio alimentar recentemente conhecido, que surge quando o indivíduo se torna obsessivo por alimentação saudável. Ao contrário da anorexia e bulimia, o indivíduo permite-se comer somente alimentos saudáveis, observando cada conteúdo nutricional e o valor calóricos dos alimentos. Estes indivíduos na busca por este tipo de alimentação acabam causando um desequilíbrio alimentar, pois fazem muitas restrições alimentares – causando deficiência de vitaminas e minerais.

Quais sao as diferenças entre ortorexia, anorexia e bulimia?
Os três distúrbio tem a mesma preocupação exagerada pelo peso. O que difere é que em anorexia, há uma restrição alimentar, em bulimia há um descontrole da alimentação, com episódios de purgação, culpas e e Ortorexia o indíviduo come somente os alimentos que considera saudável.

Quais são as características de quem sofre de ortorexia?
São indivíduos que apresentam dificuldade de manter convívio social, não conseguem comer junto com outras pessoas, contam todas as calorias da dieta, podem apresentar problemas de pele, unhas e cabelos quebradiços, anemia, tonturas, falta de disposição, dor de cabeça, problemas de funcionamento de intestino.

A pessoa ortoréxica ela é obssecada por dietas e alimentos saudáveis. Geralmente, essas pessoas procuram orientação de nutricionista?
Na maioria das vezes não, fazem dieta por conta, e acabam apresentando deficiência de vitaminas e minerais.

Por apenas ingerir alimentos saudáveis, analisar o que está comendo, a pessoa que tem ortorexia consegue se alimentar por um prato feito por outra pessoa?
Não, estes indivíduos perdem totalmente o convívio social, pois apresentam uma rigidez obsessiva por alimentação saudável, não sabem o que vai ser servido. Então só fazem refeição feitas por eles próprios

Como se dá o tratamento de uma pessoa que tem ortorexia?
O tratamento deve ser multidiciplinar, acompanhado por nutricionista e psicólogo.



17 de fevereiro de 2011

Obsessão por dietas e alimentos saudáveis pode indicar distúrbio

Nos dias de hoje a falta de uma alimentação saudável e a inatividade física são o principal motivo pelo ganho de peso. E consequentemente podem gerar um desequilíbrio nutricional e psicológico, levando muitas vezes a comportamentos obsessivos. Então trago aqui uma  matéria que eu escrevi (excelente edição do Vander) bem interessante sobre a obsessão por dietas.
Acesse o site e leia o que é Ortorexia, como identificar estes sintomas e algumas dicas de como combater esta obsessão por dietas!

Obrigado
Clarisse

OU


 você pode acessar pelo site da Zero Hora ou Pioneiro

31 de janeiro de 2011

CONHEÇA OS ALIMENTOS QUE PODEM BOICOTAR A SUA DIETA

Olá pessoal.


Escrevi uma matéria bem legal que foi postado no site da Zero Hora, sobre os alimentos que acabam boicotando a dieta, sem que nós percebemos.
A busca pelo emagrecimento e a reeducação nutricional, fazem com que agente opte por alimentos que consideramos saudáveis. Estes alimentos considerados saudáveis, muitas vezes são super calóricos, como as granolas e acabam boicotando a perda de peso.

Entáo acesse a matéria e saiba:

* Quais as diferenças entre o light e diet
* Porque as frutas engordam
* Em que momentos as saladas tornam-se inimigas da dieta...