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28 de abril de 2014

Jejum aumenta a "Barriga"

Passar horas e mais horas de estômago vazio não emagrece. Muito pelo contrário: o hábito leva ao acúmulo de gordura.

O que para algumas pessoas representa o som da vitória no processo de emagrecimento, o ronco vindo do intestino serve, na verdade, para sinalizar que um tempo considerável se passou desde a última refeição. 
Uma pesquisa recente, realizada pela nutricionista Roberta Cassani, do Instituto de Nutrição de Itu, aponta que, quanto maior o número de horas sem colocar nada na boca, mais avantajada a circunferência abdominal tende a ficar. 
O principal motivo que faz o jejum prolongado é que a refeição ingerida após esse período de escassez costuma ser um exemplo de desequilíbrio calórico e nutricional - na pesquisa, o jejum ocorria geralmente a tarde. Claro que você pode tentar se conter, só que, ao ser privado de energia, o organismo aciona todo um mecanismo que favorece a compulsão alimentar.
O jejum que preocupa ocorre após quatro horas da última refeição, quando praticamente todos os nutrientes já foram absorvidos pelas células. Além de buscar alternativas para fornecer glicose ao cérebro - que depende do açúcar para funcionar - , o corpo passa a liberar mais grelina (hormônio que dispara o sinal de fome). No fim das contas, a falta de glicose e a abundância de grelina na circulação propiciam os ataques de gula.
Já o cortisol é liberado pelas glândulas suprarenais em resposta ao estresse provocado pelo jejum e é um dos responsáveis por facilitar o estoque de gordura no abdômen. Com a obesidade instalada, a situação piora, já que o próprio tecido adiposo tem uma enzima capaz de aumentar um pouco a produção de cortisol, formando um ciclo vicioso.
Também constatou-se, a alteração nos níveis das enzimas hepáticas conhecidas por ALT, GGT e AST. Em concentração mais elevada, esse trio de enzimas é um indício de que o fígado começa a passar sufoco: há gordura depositada ali. Isso ocorre quando o tecido adiposo não consegue mais acumular gordura, partindo para o fígado onde acaba se instalando e provocando inflamação. A evolução do quadro, chamado oficialmente de esteato-hepatite não alcoólica, é mais um fator de risco para males cardiovasculares, além de ser uma ameaça para o próprio órgão.
Durante o jejum o organismo ativa um sistema de resistência a insulina, responsável por encaminhar glicose para dentro das células a fim de gerar energia. Tudo para que o nutriente seja absorvido sem delongas pelo cérebro, o comandante das funções fisiológicas. Agora imagine o organismo sendo submetido a essa condição regularmente...
De acordo com os estudos, a gordura, principalmente a da região abdominal, também atrapalha a ação da insulina. Um transtorno a mais para o pâncreas que acaba por produzir excessos desse hormônio na tentativa de vê-lo funcionar. Com insulina inoperante e a fartura de glicose no sangue, aparece a diabete do tipo 2.
Além disso, as voluntárias da pesquisa apresentaram índices de adiponectina inferiores, esse hormônio faria um bem danado: ela facilita a atuação da insulina, evitando inflamações, diminui o risco de formação de placas nas artérias. A boa notícia é que largar o cigarro, praticar atividades físicas e emagrecer favorece seu aumento.
Diante deste panorama, não é exagero dizer que o hábito de jejuar tem potencial para destrambelhar o organismo inteiro - a barriga refletida no espelho é só a ponta do iceberg. O ponto é que esses intervalos sem comida estão longe de oferecer benefícios. As principais refeições do dia, café da manhã, almoço e jantar, devem ser intercalada com pequenos lanches.

Por que jejuar antes de exames?
Análises do sangue, sobretudo quando envolvem a dosagem da glicose, ainda cobram algumas horas sem nada na barriga - o objetivo é evitar eventuais interferências no resultado. Além dos exames, todo procedimento que envolve sedação requer jejum, tendo em vista que muitas vezes os anestésicos causam náuseas. No caso de o paciente estar de estômago cheio pode vomitar e aspirar.


QUEBRE O JEJUM

IOGURTE + LINHAÇA + AVEIA 
Trata-se de uma combinação adequada para o ínicio do dia. Fonte e proteínas, gorduras boas e fibras, o lanche é levinho, levinho.








MAMÃO + 2 COLHERES DE SOPA DE AVEIA 
Tanto a fruta quanto o cereal são riquíssimos em fibras. Caem bem de manhã, dando saciedade até a hora do almoço.






MORANGO + BISCOITOS INTEGRAIS 
A fruta é pobre em calorias e rica em antioxidantes. Já os biscoitos reúnem fibras. O melhor de tudo: a dupla cabe na mochila.
 






BISCOITOS INTEGRAIS + CREAM CHEESE + 1 SUCO DE LARANJA
Nesse combo, que pode ser devorado em poucos minutos, tem fibras, proteínas, cálcio e vitamina C. São muitos benefícios e pouca complicação. 
 
Fonte: Revista Saúde abril/2014

15 de abril de 2014

Por que o café da manhã é tão importante?


Não há refeição mais maltratada do que o café da manhã. Muitos chegam a ignorá-lo, a maioria o trata com certo desprezo, alguns até o evitam. Poucos são os que realmente o compreendem. Para a ciência da nutrição, no entanto, o desjejum deveria ser reverenciado por todos. É uma etapa da alimentação essencial para a saúde, para a manutenção do peso ideal e, principalmente, para o equilíbrio de tudo o que se fará e se comerá durante o dia.
Um artigo publicado em 2003, no Journal of The American Dietetic Association, descreveu que os nutrientes não consumidos nas primeiras horas do dia não serão compensados em refeições seguintes. Indivíduos que fazem o desjejum têm melhor aporte nutricional diário, comparados com aqueles que não fazem. E, ainda de acordo com o estudo, crianças que tomam o café da manhã, consomem cereais integrais com leite, frutas e iogurtes, o que significa mais macronutrientes (carboidratos, proteínas) e  micronutrientes (vitaminas do complexo B, ferro, zinco, cálcio), além de fibras.
Sabemos também que as pessoas habituadas à refeição matinal têm melhor desempenho em testes de memória e na resolução de problemas. Crianças apresentam melhor resultado cognitivo e rendimento escolar. Só benefícios? Sim e tem mais: o desjejum também é fundamental para reiniciar o estímulo do funcionamento intestinal, prevenindo a obstipação e outras doenças do órgão. Até para perder – ou manter – peso, o desjejum é importante. Ao contrário do que muita gente pensa, pulá-lo não emagrece. Pelo contrário: só fará com que o corpo chegue mais faminto e preguiçoso ao almoço. O fracionamento das refeições ao longo do dia, com a inclusão do desjejum, contribui para o metabolismo energético adequado, ou seja ajuda a equilibrar melhor o que consumimos e o que gastamos.
Aqueles que, por qualquer motivo, não tomam café da manhã, antes de mais nada devem descobrir o motivo. Pode ser que estejam comendo muito tarde – e em grande quantidade – na noite anterior. Se for esse o caso, é preciso empenho para mudar o hábito. A mudança de alguns costumes é o ponto de partida para quem deseja ganhar saúde, bem-estar e alguns anos de vida a mais por meio da alimentação.
O primeiro passo pode ser começar o dia fornecendo ao corpo a energia que ele precisa.

Sugestões do dia:
  • Acordar 15 minutos mais cedo para evitar a desculpa de “falta de tempo para o café da manhã”
  • Para quem não consome absolutamente nada, a dica é iniciar com metade de uma fruta (meio mamão papaia, banana,  pera ou maçã) ou outro alimento, como: torrada, bolacha, barra de cereal, leite, bebida a base de soja, suco ou um copo de vitamina. A ideia é ‘quebrar o jejum’. Não sair de casa de estômago vazio.
  • Levar uma fruta ou um suco para consumir no caminho até o trabalho.
  • Sair mais cedo, e parar em alguma padaria para tomar o café.
  • Fazer essa refeição acompanhado. Além de mais prazeroso, o compromisso com alguém pode ajudar criar o hábito.
  • E os pequenos? Aprendem por imitação, vale a pena sentar à mesa e incentivar o consumo nem que seja de  um copo de leite batido com banana e aveia, antes de sair de casa para estudar ou brincar. Já é um começo!

9 de abril de 2014

Onze maneiras de controlar a vontade de comer doces

DIMINUA O CONSUMO AOS POUCOS
 
Para a maioria das pessoas, cortar doces de uma vez pode provocar uma espécie de abstinência, que levará a um posterior abuso de açúcar. Por isso, o ideal é parar gradativamente: comer doces por cinco dias na primeira semana, três na semana seguinte, até atingir a cota de um dia da semana. Para quem tem compulsão alimentar semelhante a um vício em drogas, porém, a recomendação é cortar o açúcar de uma vez.

BEBA POUCO LIQUIDO DURANTE AS REFEIÇÕES

Tomar líquido durante a refeição faz com que a comida se mova mais rapidamente do estômago para o intestino. Como a presença de comida no estômago é o que promove a sensação de saciedade, misturar líquido com sólido pode causar fome. Comer devagar, mastigando bastante os alimentos, também contribui para que o organismo se sinta satisfeito e esqueça qualquer vontade de comer doces. 

PRATIQUE ATIVIDADES FÍSICAS

É comprovado: além de todos os benefícios que traz à saúde e à estética, a atividade física ainda diminui a vontade de comer doces. Estudos mostraram que, logo após se exercitar, as pessoas se sentem menos propensas a comer alimentos ricos em carboidratos, açúcar e gordura. Isso porque a atividade física estimula a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar no organismo — o mesmo efeito causado pelo consumo de doces. 

EVITE OLHAR PARA DOCES

O simples fato de ter um doce apetitoso ao alcance do olhar já é suficiente para despertar no organismo o desejo pela guloseima. Por isso, manter os doces longe do campo de visão — ou simplesmente não tê-los em casa — pode ser uma boa ideia. 


ESTABELEÇA HORÁRIOS PARA AS REFEIÇÕES

Ficar muitas horas em jejum faz com que o organismo busque uma fonte rápida de energia para manter seu funcionamento – com fome, dispara a vontade de comer carboidratos e açúcares. O ideal é alimentar-se de forma fracionada, com pequenas refeições a cada três horas. 

APOSTE NAS FIBRAS E PROTEÍNAS

Alimentos ricos em fibras e proteínas ajudam a prolongar a sensação de saciedade no organismo – logo, são aliados no combate à vontade de engolir doces. Consuma fontes proteicas como ovos, peixes e carnes magras, e fibrosas como frutas, legumes e verduras. 




PREFIRA COMER DOCES LOGO APÓS AS REFEIÇÕES

Se a vontade por um doce for incontrolável, a recomendação é comer uma sobremesa na próxima refeição. O perigo de exagerar é menor: o organismo já estará saciado e ficará satisfeito com poucas colheradas de açúcar. 


CONSUMA CARBOIDRATOS COM MODERAÇÃO

A ingestão de alimentos ricos em carboidrato, como pães e massas, libera insulina no sangue. Esse hormônio ativa a região cerebral responsável pela sensação de fome, aumentando o apetite. 




TOME CAFÉ DA MANHÃ

Pular o café da manhã pode aumentar o desejo por guloseimas. Como a refeição é a responsável por fornecer energia para o organismo começar o dia, ignorá-la pode fazer com que o organismo busque outras fontes rápidas de energia, como o doce.




TROQUE O DOCE POR UMA FRUTA
 
O açúcar dos doces é chamado de sacarose, e o das frutas, frutose. Enquanto a sacarose tem absorção rápida, pois é fácil de ser quebrada, a frutose demora mais para ser absorvida pelo organismo, o que prolonga a sensação de saciedade. Por isso, sempre que possível, é melhor trocar um doce por uma fruta. 



CONTROLE A ANSIEDADE E O STRESSE

Doces liberam serotonina, hormônio que causa a sensação de bem-estar. Assim, muitas vezes acabam sendo usados como antidepressivos. Controlar a ansiedade e o stress, praticando atividades que possam servir como fonte de prazer, pode ajudar a diminuir o desejo por açúcar.

17 de março de 2014

10 benefícios da Goji Berry




1 - Rica em polissacarídeos, que impedem a absorção de patógenos intestinais (imunidade)
2 - Rica em vitaminas do complexo B que auxiliam na constituição de células protetoras (imunidade)
3 - Rica em arginina e glutamina, que auxiliam na liberação do hormônio do crescimento (interessante para quem quer ganhar massa magra)
4 – Potente estimulante, auxilia no aumento no nível de energia e na capacidade de concentração
5 – Pela ação estimulante, também pode ajudar na redução da fadiga e do estresse
6 – Sua ação antioxidante promete benefícios na prevenção de doenças cardiovasculares e diabetes
7 – Rica em fitoquímicos (carotenoide, zeaxantina, luteína e antocianina) que atuam como substâncias anticancerígenas
8 – Os carotenoides são substâncias que previnem o envelhecimento da pele
9 – A zeaxantina e a luteína são substâncias que atuam na proteção dos olhos
10 – Por conter triptofano, um precursor de serotonina, seu consumo está associado ao bom-humor, alegria e satisfação
11 – Pela presença de beta-sisterol, que tem ação anti-inflamatória, ajuda a equilibrar os níveis de colesterol

Goji Berry: a sensação do momento e seus benefícios



O Goji Berry se destaca por ter várias propriedades benéficas à saúde. É uma fruta rica em aminoácidos, vitaminas, minerais, ácidos graxos insaturados, antioxidantes e polissacarídeos. É um pouco calórica: uma colher de sopa tem 50 calorias.
A goji berry possui uma grande quantidade de nutrientes antioxidantes. Por isso, é considerada um superalimento. Nela encontramos 18 aminoácidos, elevadas concentrações de vitamina A (beta-caroteno), B1, B2, B6 e vitamina E. É a fruta com maior quantidade de vitamina C (tem muito mais do que a laranja, por exemplo), ricas em ferro, polissacarídeos e fitoquímicos, sendo os destaques a luteína e zeaxantina.
Ela tem potente ação estimulante, pode auxiliar no estímulo à prática de atividades físicas e, consequentemente, causar emagrecimento.
Há três formas de encontrá-la: na forma in natura (por ser importada, é bem raro de encontrar nos mercados), desidratada (em lojas e empórios especializados em produtos naturais) e na forma de suplementos, em cápsulas ou em pó (em farmácias de manipulação).
A fruta desidratada não apresenta perda de nutrientes, além de ter poucas calorias e ser de fácil consumo durante o dia. Nela, encontramos um pool de nutrientes e substâncias benéficas, algumas ainda desconhecidas.
A quantidade diária recomendada são duas colheres de sopa ao dia ou 150 ml de seu suco. Ela pode ser incluída no lugar de outra fruta, preferencialmente pela manhã.
Podemos misturá-la a outras frutas, assim como a iogurtes, cereais, saladas ou batidas e sucos. Seu sabor é levemente amargo. Se consumido com iogurte, pode ser mais saboroso. Evite adicionar açúcar.
Para aqueles que buscam incluir a fruta na sua alimentação, a dica é inclui-la pela manhã ou antes de ir para academia.
Experimente: um iogurte natural desnatado + uma colher de sopa de goji berry + 1 colher de sopa de mel + 1 colher de sopa de granola + uma colher de sopa de linhaça ou chia. Fica uma delícia!

11 de março de 2014

Descubra o que é o índice glicêmico e evite acumular gordurinhas extras!

Hoje saiu uma matéria da Nutricionista Thayse Stapassoli no site do clicrbs (Blog Barra de Cereal) muito interessante. Vale a pena ler, principalmente quem está querendo emagrecer!

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Reprodução, Instagram
Você sabe o que é o Índice Glicêmico dos alimentos? Hoje, a nutricionista Thayse Stapassoli vai explicar algumas estratégias que podem fazer você evitar aquelas temidas gordurinhas. 

O que é o índice glicêmico dos alimentos?
O índice glicêmico (IG) diz respeito à velocidade com que o açúcar proveniente da digestão dos carboidratos alcança a corrente sanguínea. Quanto mais rápido esse carboidrato for digerido, maior será seu índice glicêmico.
Por que é importante sabermos os IG dos alimentos?
Primeiro, para nos mantermos saudáveis. Segundo, para não acumularmos “gordurinhas extras”. Pois o grande vilão pelo acúmulo da gordura na região abdominal e nos famosos pneuzinhos (flancos) é a elevação dos níveis de açúcar no sangue (glicose), que provoca o aumento dos níveis de insulina. O pâncreas libera insulina em resposta à presença de glicose na corrente sanguínea – quanto mais alta estiver a glicose, mais insulina será liberada para que a célula possa captar a glicose para o seu interior (a qual será armazenada como gordura).
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Foto: Emerson Souza
A elevação do nível de insulina é a principal causadora do depósito de gordura visceral. Em contrapartida, a gordura visceral produz uma série de sinais inflamatórios desencadeando uma série de complicações orgânicas.

Como identificar o índice glicêmico dos alimentos?
O índice glicêmico é classificado como: baixo índice glicêmico (menor do que 55), moderado índice glicêmico (56 a 69) e alto índice glicemico (maior do 70).

10  alimentos com baixo índice glicêmico
Brócolis, repolho, alface, espinafre, tomate, couve-flor, abobrinha, maçã, pêra, ameixa.
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10 alimentos com índice glicêmico moderado
Pêssego, arroz parboilizado, abacaxi, uva, laranja, passas, lactose, feijão, aveia, batata doce.

10 alimentos com alto índice glicêmico
Carboidrato em gel, mel, melancia, pão branco, suco de laranja, tâmara, batata cozida, macarrão, bebidas isotônicas, tapioca.
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Foto: stock.xchng

Qual é a importância de consumir alimentos com baixo índice glicêmico?
Se elevarmos a glicose do nosso sangue e, como consequência, a insulina, iremos armazenar esse açúcar no forma de gordura. E como a célula capta a glicose rapidamente quando se consome um alimento de alto índice glicêmico, não sobra glicose circulante na nossa corrente sanguínea, levando informação ao cérebro de que você não está mais saciado e precisa de alimentar novamente.
Você já deve ter percebido que logo após comer um prato cheio de macarrão já está fome novamente! Isso porque o macarrão é um alimento de alto IG. Em contrapartida, se você optar por um alimento rico em fibras, ou até mesmo, combinar todos os macronutrientes em uma mesma refeição (carboidrato, proteína e gordura – o que ao meu ver é sensacional!) você tornará a digestão mais lenta, pois a liberação de glicose na corrente sanguínea será mais lenta, impedindo o depósito de gordura.
Como vocês viram, algumas frutas possuem IG alto (por isso não é uma opção nada boa fazer dietas em que só pode comer frutas). Para retardar a liberação da glicose sanguínea, uma boa estratégia é consumi-las junto com alguma gordura boa, como por exemplo as oleaginosas (castanhas, nozes, macadâmia, amêndoas, pistache).

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Foto: Aline Mendes

Se ingerirmos alimentos com baixo índice glicêmico, podemos emagrecer? Por quê?
Na busca do corpo perfeito as pessoas são capazes de fazer loucuras. Mas basta você conhecer os alimentos e seus índices glicêmicos, que tudo fica mais fácil. Pois priorizando alimentos de moderado a baixo IG, você controla o insulina, a grande vilã dos depósitos de gorduras indesejados. Lembre-se de combinar todos os macronutrientes em todas as refeições!

Para os praticantes de atividade físicas aí vai uma dica: o único momento em que você pode e deve dar prioridade a alimentos de alto índice glicêmico é no pós-treino. Isso porque todas as reservas de glicogênio (forma em que o carboidrato é armazenado no corpo) foram depletadas durante o treino, e você precisa repor para uma próxima sessão de treinamento. Mas isso tudo dependerá do objetivo de cada pessoa, bem como o seu nível de treinamento.

12 de fevereiro de 2014

Um brinde ao verde e à saúde

Consumir sucos à base de folhas e legumes é saudável, e ate ajuda a perder peso.

A palavra grega díaita, da qual se origina o termo "dieta", significa um "modo de vida", e não um programa alimentar com único objetivo perder peso.
Em alta entre os que buscam saúde e atingir o corpo desejado, a "dieta" da vez inclui a ingestão do suco verde - bebida de ares saudáveis que dá a cor deste verão abrasador. Creditado a ele está a capacidade de acelerar metabolismo e proporcionar bem-estar, além de facilitar a perda de peso.
Em 2005, a americana Victoria Boutenko, professora de nutrição da Universidade do Sul do Oregon, publicou o livro Green for Life (Verde para a Vida). Victoria compara a alimentação de seres humanos com chimpanzés. Estes possuem uma alimentação rica em folhas e contam com um sistema imunológico muito mais potente. Com base em sua pesquisa, recheou o livro de receitas com verduras. Já a "dieta verde" foi popularizada pela nutricionista das celebridades Kimberly Snyder.
A tese da bebida, é que o suco verde altera o corpo de dentro para fora, auxiliando a redução do apetite e renovar energias. Em geral, começa-se o consumo com o objetivo de emagrecer passando a adoção de um estilo de vida mais saudável. Sendo sugerido controle no consumo por quem toma anticoagulantes, já que o suco é rico em vitamina K.

Confira agora, os ingredientes utilizados para criar seu suco verde e seus benefícios:

FOLHAS VERDE-ESCURAS
Agrião, couve, espinafre, salsão e rúcula.

Quanto usar:até dois tipos.
Composição: cálcio, ferro, magnésio, vitaminas C, A, K e ácido fólico.
Benefícios: previnem a anemia, protegem os ossos e têm ação antioxidante.

ERVAS
Hortelã, salsinha, erva-doce e capim-limão.
Quanto usar: uma.
Composição: vitaminas A, C e ácido fólico, magnésio e ferro.
Benefícios: têm ação antioxidante, anti-inflamatória, digestiva e diurética.

LEGUMES
Pepino, chuchu e abóbora.
Quanto usar: até dois.

Composição: água, fibras e potássio.
Benefícios:têm ação diuréticae causam sensação de saciedade.
 
RAÍZES
Beterraba, cenoura e gengibre.
Quanto usar: uma.
Composição: betacaroteno, carboidratos e gingerol (gengibre).
Benefícios:acelera o metabolismo (gengibre), causam sensação de saciedade, tem ação antioxidante e são fonte de energia.
 
BROTOS E SEMENTES GERMINADAS
Alfafa e moyashi (broto de feijão)
Quanto usar: um tipo.
Composição: ferro, vitaminas A, C, E e do complexo B.
Benefícios: ajudam na digestão e na absorção de nutrientes.
 
SEMENTES
Linhaça, chia, girassol e gergelim.
Quanto usar: um tipo.
Composição: ômega-3, ômega-6, fibras, cálcio, magnésio, potássio e vitaminas E e do complexo B.
Benefícios: causam sensação de saciedade, tem ação antioxidante, ajudam no funcionamento do intestino e reduzem os triglicérides e o colesterol.
 
FRUTAS
Quanto usar: limão, damasco, maçã, amora, melão, melancia, abacaxi e uva.
Composição: fibras, vitaminas C e do complexo B, potássio e flavonoides.
Benefícios: ajudam no funcionamento do intestino, causam sensação de saciedade e tem ação antioxidante.


MONTE JÁ O SEU E APROVEITE OS BENEFÍCIOS DE UMA OPÇÃO SAUDÁVEL DE ALIMENTAÇÃO!
 
Confira em nosso perfil do facebook, Corpore Sano, as receitas dos famosos e seu valor energético e aproveite a sugestão.
Fonte: RevistaVeja

30 de janeiro de 2014

Oleaginosas: um punhado para viver mais

O maior estudo epidemiológico sobre a relação entre o consumo de oleaginosas e mortalidade não deixa dúvidas. Quem come um pouco todo dia tem grandes chances de envelhecer com saúde.

As bases de dados da pesquisa se concentra em dois estudos populacionais famosos nos Estados Unidos, ambos focados em profissionais de saúde que respondem, periodicamente e ao longo de quase 30 anos, um questionário sobre alimentação, qualidade de vida, presença de doenças...
Buscando um resultado confiável, foram excluídos fumantes e pessoas com histórico de câncer, além de pessoas fãs de azeite oliva, outro super alimento.
Os devidos cuidados tomados, chegou-se a conclusão: comparando pessoas que comam um punhado de nozes ou congêneres (cerca de 30 gramas diários) sete ou mais vezes por semana com quem mantinha distância delas, a taxa de mortalidade foi 20% menor entre a turma adepta das nuts. A presença das oleaginosas no cardápio está ligado a menos mortes por doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios. Apesar de não se poder designar uma relação de causa e efeito, já que os consumidores dos nuts costumam seguir uma dieta mais regrada e praticar exercícios, o que chama atenção é que, mesmo tirando de cena  as questões confundidoras, essa classe de alimentos sempre se manteve ligada aos maiores índices de longevidade.
As gorduras insaturadas contribuem para a diminuição dos níveis de colesterol e as substâncias antioxidantes combatem processos envolvidos em doenças como câncer, diabete e Alzheimer. Por serem ricas em fibras e proteínas, as oleaginosas elevam a sensação de saciedade e parecem acelerar a queima calórica.

NOZES
Destaque: Entre as oleaginosas, são as que carregam mais vitamina E, e ômegas 3 e 6 - proteção extra para o coração.
Quantidade diária: Cerca de 10 unidades pequenas sem casca (30g)
Atenção: Prefira in natura e evite as versões caramelizadas.

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AVELÃ
Destaque: Fonte de potássio, mineral que regula a pressão.
Quantidade diária: Em média, 30 unidades.
Atenção: Maneire nas versões torradas açucaradas ou que servem de cobertura para doces.


PISTACHE
 Destaque: Tem fitosteróis, substâncias que baixam o colesterol, e selênio.
Quantidade diária: Até 20 unidades.
Atenção: Evite pacotes com alto teor de sal.


CASTANHA DO PARÁ
Destaque: Rica em selênio, mineral com alto poder antioxidante.
Quantidade diária: 1 a 2 unidades já cumprem a cota de selênio.
Atenção: Não abuse. Selênio demais pode intoxicar.



CASTANHA DE CAJU
Destaque: Fornece vitaminas do complexo B e minerais como zinco e magnésio.
Quantidade diária: Até 20 unidades.
Atenção: Modere nas castanhas salgadas na mesa do bar.


AMÊNDOA
Destaque: Fonte de zinco, estimulante da imunidade, e magnésio, amigo das artérias.
Quantidade diária: Até 25 unidades.
Atenção: evitar as versões torradas com açúcar.


AMENDOIM
Destaque: Cheio de gorduras do bem e reduto de potássio.
Quantidade diária: Em média, 22 unidades. Ou 1/3 de xícara de chá.
Atenção: Priorize o natural. Fuja daqueles com casquinha doce ou salgada.


Lembramos que tudo que é em equilíbrio faz bem! Evite excessos!

Fonte: Revista Saúde

9 de janeiro de 2014

AH, A ÁGUA DE COCO!


Férias, sol, praia, sombra e tranquilidade... Chegou a hora de descansar!

E sabe a água de coco, o tradicional refresco de beira de praia?

Além de refrescante e deliciosa, a água de coco é rica em sais minerais e nutrientes. Em 100 ml, a bebida apresenta cerca de 250 mg de potássio (a porcentagem total das necessidades diárias) e 105 mg de sódio (metade do valor recomendado por dia), além de boas doses de cálcio, magnésio e vitamina C. Ela é considerada um isotônico natural, ideal para repor os líquidos e os sais perdidos através do suor durante a prática de atividades físicas.

Por essas e por outras razões, foi-se a época em que a água de coco só era prestigiada nas praias e durante o verão. Nos últimos tempos, a bebida se tornou uma preferência nacional. Prova disso é que, de tão popular, já deixou de ser encontrada apenas na sua forma natural, servida diretamente da fruta, e invadiu bares, supermercados e restaurantes em garrafinhas e caixinhas.

Em razão da sua composição muito semelhante à do soro fisiológico, com quantidades de água e sódio parecidas, o líquido do coco é indicado para combater diversos problemas de saúde. Por exemplo, ajuda a evitar cãibras e fraqueza muscular e a equilibrar o sistema circulatório, pois regula o nível de sódio e de água no corpo.


É também considerado um eficiente diurético, por eliminar o excesso de água do organismo sem alterar o nível de potássio - como fazem os medicamentos artificiais. "A água de coco é recomendada para pacientes com diarreia, desidratação e que sentem enjôos, como na gravidez e nos tratamentos de quimioterapia. Nesses casos, a aceitação é maior do que a da água", afirma Graziela Souza.


Quer mais? A bebida combate prisão de ventre, dor de cabeça e mal estar, ajuda a reduzir o nível de colesterol e a febre, hidrata e amacia a pele e ainda serve como calmante.

Embora seja fonte de vários minerais importantes para a saúde, a água-de-coco não deve ser consumida em excesso por pessoas que possuem problemas renais, por portadores de diabetes e indivíduos hipertensos, pois a ingestão em demasia da bebida fornece muito sódio e glicose ao organismo. No caso de pessoas com distúrbios renais, o agravante se dá por conta da quantidade de sal que esse líquido possui. A recomendação diária de consumo da bebida nesses casos não deve ultrapassar três copos de 200 ml cada.


Da água de coco ao óleo de cocô


Se a água de cocô já traz benefícios a saúde, a gordura contida no óleo de coco retarda o esvaziamento gástrico, aumentando a saciedade e diminuindo a fome. Ele é fonte de TCM (triglicerídeos de cadeia média), uma gordura de fácil absorção que produz energia rapidamente. Por isso não chega a ficar estocada no organismo.


E os benefícios não param por aí. O óleo de coco é termogênico (acelera a queima de gordura) e é um poderoso antioxidante, é também rico em ácido láurico, um tipo de gordura de ação antibacteriana, antifúngica, antiviral e antiprotozoária.

E aí, tá esperando o que pra aproveitar os benefícios dessa fruta tão característica do verão?